Max e Marília. O primeiro nome veio referenciando um dos grandes três nomes da Sociologia ocidental - o cara acabou virando nerd de humanas sem muito esforço do pai - , o segundo é, muito apropriadamente, nome do amor de Dirceu.
"Graças Marília Bela, graças à minha Estrela!"
Compartilhamos chocolates M&Ms e iniciais como um dos variados símbolos de nossa união. E ambos são chocólatras, então o presente seguro de ambos os membros do casal sempre foi dar um pacote de chocolates M&M. Porque na pobreza e na falta de criatividade, o presente sempre simbolizaria que, apesar do contexto adverso, nós dois estamos juntos, até os nossos nomes nos unem. Vocês sabem que o Carvalho no final já era da certidão de nascimento de ambos né? Se você não acredita em Destino, ou na Divina Providência, é melhor rever os seus conceitos. Nós dois somos cristãos, e portamos esse nome não só como constituintes significativos do que somos enquanto pessoas neste mundo, como também como um indicativo de responsabilidade. Responsabilidade para com Deus, e para com o próximo, e para com tudo que isso implica. Somos profissionais de saúde, e estamos imersos e muito felizes em construir nossas carreiras em nossas respectivas áreas e nos apoiar no processo. Temos gosto similar para filmes, música, memes e piadas, ambos temos noções complementares de cultura pop nacional e internacional, e conseguimos compartilhar nossos gostos particulares - ela para eu fazer uma skin care, eu para botar ela para jogar Mario Kart -, mas também temos as nossas singularidades!
Max é uma pessoa altamente enérgica, para não dizer ansiogênica - porque quando ele não está ansioso, vai deixar todo mundo ao seu redor ansioso por ele -, aceleradíssima, fala pelas costas, altamente radical e apaixonado pelo que acredita, defende e propõe, com consistência cirúrgica - ou clínica, como ele diria -. Já Marília é quem costuma trazer equilíbrio quando se trata dos momentos entre os dois, por ser a pessoa ponderada, com perfil de mais escutar antes de falar, e que é mais cuidadosa antes de sair tendo certeza de tudo como o senhor Max que vos escreve costuma ter. Um é Geek, outro é uma Swiftie. Ambos são workaholic. Ambos são muito dedicados e comprometidos com quem amam, incluindo os seus convidados. Mas, sim, têm suas particularides, e quem não tem? No final, o que importa é o que o São João Crisóstomo descreve aqui:
"Quando houver amor verdadeiro, não haverá necessidade de muitas leis; o amor será suficiente para ordenar todas as coisas."
A verdadeira compatibilidade não está nem na máxima de "opostos se atraem", e nem na ideia de que pessoas parecidas "têm" que ficar juntas. Existe certo grau óbvio de complementariedade - o seu parceiro te suporta naquilo que você é mais fraco e vice-versa -, mas ao mesmo tempo também normalmente não funciona unir pessoas com metas de vida totalmente distintas. A verdade é que amor não é ciência, o que pessoalmente me pega de surpresa. As pessoas tentam escrever, livros, teses, ensaios e toda forma de elocubração a respeito de como as pessoas ficam juntas, mas não me parece haver uma teoria convincente para isso. Antes de tudo, antes de qualquer perfil de casal, similaridade de personalidade ou de interesses e gostos, no fim das contas, o elemento do Amor é o que garante a verdadeira compatibilidade. A compatibilidade que permite criar uma vida a dois, que permite seguir um novo caminho em conjunto!